28/07/00 - O encontro quinzenal Espaço de Cena, promovido pelo Movimento Arte Contra a Barbárie, acontece dia 31 de julho no Teatro Oficina às 20h, com entrada franca. Nesse encontro será abordado as Leis de Incentivo: Remédio ou Veneno? São Paulo, SP.

3º Espaço da Cena

Segunda-feira, dia 31 de julho de 2000, às 20 horas no Teatro Oficina - R. Jaceguai, 520 - Entrada Franca

Leis de Incentivo: Remédio ou Veneno?

Yacoff Sarkovas e Sérgio Mamberti fazem análise crítica das Leis de Incentivo no Oficina, mediação fica a cargo de Aimar Labaki.

Em 26 de junho de 2000 o Movimento Arte contra a Barbárie lançou seu Terceiro Manifesto, assinado por mais de 500 artistas, intelectuais e produtores culturais presentes ao evento.

Como uma das propostas de ação, o Movimento inaugurou também o Espaço da Cena: encontros públicos quinzenais destinados a aprofundar a reflexão sobre as necessidades da produção artística e como propiciar amplo acesso da população aos bens culturais. Como resultado desta iniciativa surgiram ainda, algumas propostas para uma Política Cultural séria, continuada e regida por critérios transparentes. O primeiro Espaço da Cena deu origem a um grupo de trabalho que estuda um Programa Permanente para as Artes Cênicas.

No próximo dia 31 de julho de 2000, às 20h, no Teatro Oficina, será a vez do encontro entre Yacoff Sarkovas e Sérgio Mamberti.

A posição política de Yacoff Sarcovas com relação às leis é a seguinte:

“O objetivo de uma lei de incentivos fiscais é o de estimular a sociedade a investir em áreas que o poder público considera prioritárias. O contribuinte coloca parte do bolso, o Estado completa o restante por meio de deduções fiscais. Uma fórmula baseada no verdadeiro princípio da parceria. A Lei do Audiovisual, no Brasil, subverteu este principio, estabelecendo um mecanismo surreal pelo qual a empresa torna-se sócia de um filme sem investir recursos próprios e ainda receber dinheiro público no ato da dedução. A dosagem excessiva de dedução torna o remédio veneno. As implicações não são só éticas. São estratégicas. Quando a empresa investe recursos próprios, aprende as vantagens reais de associar sua marca a atividades culturais. Acumulando boas experiências, continuará a financiar parte da demanda cultural do País, mesmo que o incentivo fiscal venha a ser extinto. Na Lei do Audiovisual, onde nada se paga e ainda se ganha, nada se aprende. Não há efeito residual. Não há nada de concreto sendo comprado ou vendido. É um jogo de faz-de-conta: o captador faz de conta que conquistou um investidor, a empresa faz de conta que está investindo em cinema. Todo dinheiro envolvido é público. A operação não é vivenciada como investimento. O modelo foi posteriormente introduzido em outras legislações, como na Lei Rouanet, ampliando o efeito perdulário de um sistema que:

  • desperdiça recursos públicos,
  • não forma patrocinadores-investidores culturais,
  • perverte a relação cultura-empresa,
  • não atende às políticas públicas.

Sem a revisão crítica destas legislações não há como formular políticas culturais para o país”.

Este próximo encontro toma como ponto de partida a questão política da transferência de responsabilidades com a Cultura, do poder público para os Departamentos de marketing das empresas. O convidado da noite, Yacoff Sarkovas, produtor cultural com largo conhecimento dos mecanismos das Leis de Incentivo as compara a um remédio que se transformou em veneno.

Segundo Sarkovas:

"O objetivo de uma lei de incentivos fiscais é o de estimular a sociedade a investir em áreas que o poder público considera prioritárias. O contribuinte coloca sua parte, o Estado completa o restante por meio de deduções fiscais sob forma do verdadeiro princípio de parceria “. Mas para ele, " na Lei do Audiovisual, onde nada se paga e ainda se ganha, nada se aprende. Não há efeito residual. Não há nada de concreto sendo comprado ou vendido. É um jogo de faz-de-conta: o captador faz de conta que conquistou um investidor, a empresa faz de conta que está investindo em cinema. Todo dinheiro envolvido é público. A operação não é vivenciada como investimento. Este modelo que foi posteriormente introduzido em outras legislações, como na Lei Rouanet, amplia o efeito perdulário de um sistema que desperdiça recursos públicos, não forma patrocinadores-investidores culturais, perverte a relação cultura-empresa e não atende às políticas públicas".

Sarkovas afirma ainda que sem a revisão crítica destas legislações não há como formular políticas culturais para o País.

Informações aos jornalistas: Márcia Marques – Fones: (0XX11) 881-7972/ 282-6274 e Cel.: (0XX11) 9126-0425 - Canal Aberto Assessoria de Imprensa. canal.aberto@uol.com.br

28/07/00 - Apresentação de Companhia de Dança Contemporânea de Moscou, no teatro da FAAP, de 1º a 4 de agosto, em São Paulo, SP.

Companhia de Dança Contemporânea de Moscou

De 1º a 04 de agosto de 2000 no Teatro FAAP

Pioneira no desenvolvimento de uma linguagem moderna, o grupo formado por quinze meninas com idades de 12 a 17 anos, irá apresentar os espetáculos Lanterna Mágica e Uma receita para Adultos, sob a coreografia do russo Nikolai Ogryzkov. Nikolai Ogryzkov é formado pela Escola de Ballet Bolshoi e é diretor e fundador da Companhia de Dança Contemporânea de Moscou. Estudou dança moderna e jazz em importantes escolas dos Estados Unidos, Europa e América Latina e ainda lecionou estas modalidades em escolas como o Ballet Bolshoi e Moiseyev Ballet. Como coreógrafo obteve total reconhecimento em vários festivais internacionais.

De 1º a 4 de agosto às 20h30 - Preço: R$ 30,00.

Teatro FAAP - fone: (0XX11) 3662-1992 - Rua Alagoas, 903 – Pacaembu - São Paulo, SP.

Maiores informações para imprensa: Anamaria Lattes Comunicações - Anamaria Lattes, Ana Paula Vellani, Susan Zammit, Vladimir Delgado - tel: (0XX11) 3051-2890 - fax: (0XX11) 3051-4685 - lattes@uol.com.br

28/07/00 - Prefeitura da cidade do Recife lança projeto de Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas, com apresentação de peça infanto-juvenil de João Falcão, em Recife, PE.

O polo teatral pernambucano deverá ganhar novo impulso. É que a prefeitura da cidade do Recife criou o Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas, formado pelo Teatro Apolo e Hermilo Borba Filho. Os teatros agora integrados, serão utilizados como escola de formação, local de experimentação cênica e receptor de montagens de qualidade. O lançamento do modelo de gestão integrado e a inauguração do Hermilo Borba Filho ocorreram no mês de julho, num evento que contou com as apresentações de trechos das peças: Chá na Casa de Prosov, Malassombro e A Ver Estrelas, nova peça de João Falcão com temática infanto-juvenil, que ficarão em cartaz até agosto.

28/07/00 - Após desentendimento com a prefeitura, os donos do Teatro UniverCidade despejam peças em cartaz no espaço. Rio de Janeiro, RJ.

O rede municipal de teatros da cidade do Rio de Janeiro perde um espaço. Devido a desentendimentos entre os proprietários do Teatro UniverCidade (antigo Teatro Delfin) e a prefeitura que arrendava o local. A população do Rio de Janeiro perde um espaço cênico que estava se tornando um tradicional local de apresentações de peças de qualidade, com ingressos de valores mais acessíveis, em parte, devido a prefeitura estar subvencionando o local.

Numa atitude pouco profissional, os proprietários do teatro cancelaram de forma abrupta as apresentações das peças em cartaz naquele momento, retomando o imóvel. Sem aviso prévio, as portas do teatro foram fechadas e os cartazes retirados.

Nenhuma justificativa foi dada ao elenco e ao público das peças que encontraram o teatro fechado no dia das apresentações.

Ai, ai Brasil (escrita por Clóvis Levi e Sérgio Britto, com previsão para ficar em cartaz até novembro), e da peça infanto-juvenil com bonecos O anjo e a princesa (do Grupo Sobrevento, que permaneceria durante todo o mês em cartaz), tiveram sua temporada interrompida arbitrariamente.

Sofrendo prejuízos de imagem junto ao seu público e financeiramente com o encurtamento não previsto da temporada.

Um fato lamentável que compromete o nome da UniverCidade como tradicional instituição de ensino da cidade.

28/07/00 - Governo do estado do Rio de Janeiro deseja retomar o espaço cultural Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, RJ.

O Governo do estado do Rio de Janeiro, através de sua procuradoria-geral, está tentando retomar o Prédio da Fundição Progresso, localizado ao lado dos Arcos da Lapa, no centro da cidade.

A Fundição Progresso, onde hoje acontecem cursos de cinema, eventos circenses, festas, ensaios cênicos e filmagens. Com seus 14 mil metros quadrados, era uma antiga fábrica de fogões. Que em 1984, foi salva de ser demolida pela ação de um grupo de pessoas ligadas ao Circo Voador. Famoso pelos shows de rock nos anos 80, que ajudou a descobrir artistas como Lulu Santos, Cazuza entre outros grandes nomes.

Para salvar o espaço a idéia do projeto era restaurar o imóvel e nele construir o primeiro shopping cultural da cidade, com 9 salas de espetáculos, 5 centrais de produção e formação de mão de obra, 4 salas de exposição, 15 estúdios, 27 lojas e a circulação diária de 10 mil pessoas. Tornando-se uma extensão do Circo Voador, num contrato firmado com o governo do estado para a utilização do espaço até o ano de 2004.

Desde 84, vários empréstimos foram tomados para a efetivação do projeto, inclusive com o BNDES-Banco Nacional de Desenvolvimento Social. Tendo sido consumido até agora, algo em torno de US$ 8 milhões de dólares. Mas nenhuma parcela dos empréstimos tomados foi paga até hoje.

No contrato com a prefeitura havia o aluguel mensal simbólico num valor em torno de 100 reais por mês. Que ao que parece, também não foi pago. E essa é uma das justificativas para a retomada do imóvel.

O plano da prefeitura é fazer do espaço o carro-chefe do projeto Distrito Cultural da Lapa, que prevê a ocupação de 15 imóveis públicos do bairro por projetos educacionais e culturais. No entanto o governo do estado quer o imóvel sem as dívidas.

A atual diretoria da Fundição Progresso argumenta que deseja pagar as dívidas e continuar com o imóvel, mas não tem informações do dinheiro consumido na gestão da diretoria anterior. A antiga diretoria diz que o dinheiro foi todo consumido na restauração do prédio (que não está completa, e onde quase nada do plano original foi feito) e também escoada pelos inúmeros planos econômicos a qual o Brasil se submeteu desde 84 (vale lembrar que realmente, o Brasil passou por inúmeros planos econômicos catastróficos).

É mais um espaço cultural da cidade do Rio de Janeiro que passa por um momento difícil, estaremos acompanhando o caso e noticiando os próximos acontecimentos.

Próxima página de Notícias - Página anterior de Notícias