04/09/00 - Estréia o espetáculo Fausto de Goethe , com direção de Marcio Aurelio e com a Cia Razões Inversas, todas as terças e quartas-feirasàs 21:00h no Teatro Brasileiro de Comédia. São Paulo, SP.

Fausto

  • Texto: Johan Wolfgang von Goethe.
  • Tradução: Christine Rohrig.
  • Elenco: Eduardo Reyes, Priscilla Herrerias, Chico Carvalho, Kátia Daher, Tarina Quelho de Castro, Alex Gruli.
  • Cenografia/ figurinos/ concepção de luz: Marcio Aurelio.
  • Maquiagem: Leopoldo Pacheco.
  • Trilha Sonora: Bruno Ruviaro.
  • Execução de figurinos: Dalvina Rodrigues.
  • Operador de Som: Bruno Ruviaro.
  • Assistência de Produção: Wagner Gori.
  • Direção Geral e encenação: Marcio Aurelio.

Fausto de Goethe, com direção de Marcio Aurelio - as terças e quartas, às 21:00h. - estréia dia 05 de setembro.

TBC-Teatro Brasileiro de Comédia - R. Major Diogo, 315 - Bela Vista - fone: (0XX11) 3115-4622 - São Paulo, SP.

04/09/00 - A Taanteatro Cia exibe a tragicomédia Esperando Godot de Samuel Beckett, em espaços públicos da capital paulista todos os sábados e domingos entre os dias 16 de setembro a 8 de outubro. Entrada Franca. Veja o calendário de exibição com respectivas datas e locais. São Paulo, SP.

Taanteatro Cia. numa intervenção urbana Esperando Godot tragicomédia de Samuel Beckett. Vladimir-Antônio Veloso, Estragon-Valter Felipe, Posso-Domingos Nunez, Lucky-Rodrigo Garcia, Menino-Danilo Veloso. Direção: Wolfgang Pannek. Assistente: Isa Gouvea.

Datas
Locais
16 e 17/09 às 12h
Avenida Paulista (Calçada do Trianon)
23 e 24/09 às 12h
Praça da República
30/09 e 01/10 às 12h
Largo do Arouche
07 e 08/10 às 12h
Jardim da Luz

Entrada Franca. Informações: (0XX11) 495-2347 ou 9907-7386.

Apoio Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo Arte nas Ruas.

04/09/00 - Taanteatro informa que estão abertas as inscrições para a Investigação filósofo-poética e introdução aos conceitos e métodos de treinamento do TAANTEATRO (Teatro de Energia) à luz da obra de Friedrich Nietzsche (1844 a 1900). Público alvo: atores, bailarinos, performers. Inscrições: R$ 15,00. O curso é gratuito. São Paulo, SP.

Preço da oficina: gratuita. Taxa de inscrição: R$ 15,00. Datas: terças-feiras das 19 às 21h. Carga horária: 9 aulas (18 h).

Local: Funarte São Paulo - Al. Nothman, 1058 - próximo Metro Sta. Cecília - São Paulo, SP.

Informações: (0XX11) 3662- 5177 com Adriana, Kelly ou Violeta (segunda a sexta - das 9 as 18h) ou com Marta (quarta a domingo - das 17 as 22h).

04/09/00 - Dias 5, 6, 12, 13, 26, 27 de setembro, 3 e 4 de outubro de 2000 às 20:30 horas no Teatro FAAP haverá a apresentação do espetáculo Silêncio de Peter Handke, com direção de Bete Lopes. Leia crítica de Alberto Guzik para o Jornal da Tarde. São Paulo, SP.

'Quem acredita que filosofia não é assunto passivel de ser levado ao palco, é porque não viu Silêncio' Alberto Guzik - JT - 25.06.00

Dias 5, 6, 12, 13, 26, 27 de setembro, 3 e 4 de outubro de 2000 às 20:30 horas.

Alberto Guzik - Jornal da Tarde - 25.06.2000

A temporada teatral de 2.000 mal está chegando ao meio, mas já tem um espetáculo que terá de ser incluído em todas as listagens de melhores do ano. Silêncio é o nome da montagem, dirigida por Beth Lopes a partir de um texto de Peter Handke. O autor austríaco, o mesmo de “O Pupilo Quer Ser Tutor”, criou em “Silêncio” (Auto-Acusação) um poema dramático, um monólogo em que as raízes do ser, suas vontades, afirmações, desejos e realizações são postos a nu, dissecados por um entrelaçamento formidável de verbos. A palavra é a escavadeira que Handke usa para atingir o âmago do ser. E seu emprego de palavras é espantosamente preciso.

“Silêncio” tem início por uma série de afirmações, de atitudes positivas, para enveredar pouco a pouco para o aspecto sombrio do processo da vida. As realizações, as conquistas, as culminâncias atingidas caminham passo a passo com os instintos destruidores, a perversidade latente, a possibilidade da irrupção súbita do animal que há em cada um.

Beth Lopes e seus atores, Yedda Chaves e Matteo Bonfitto (responsável também pela tradução da obra de Handke, em parceria com Alexandre Krug) transformaram “Silêncio” em um dialogo, ou melhor, em um duelo entre um homem (Bonfitto) e uma mulher (Chaves) que se enfrentam em uma arena ritual na qual as palavras escapam dos livros para chegar às paredes.

Não há trama, no sentido comum da palavra, não há fábula. Handke não conta histórias, escapa da linearidade, leva o público para o mundo da reflexão, da constatação. No entanto, o espetáculo de Beth Lopes jamais deixa o terreno do real, ao qual se ancora com ferocidade. O embate dos atores, os dois ótimos, por sinal, transforma-se na cena em uma luta pela sobrevivência, pela preservação de muros de personalidade que a condição humana solapa na mesma proporção da obsessão que o animal tem de erigi-los.

“Silêncio” é um espetáculo obrigatório que amplia a percepção do espectador sobre si mesmo. Não pretende ser um trabalho stanislavskiano ou brechtiano. Mas é as duas coisas ao mesmo tempo. Pois, à maneira de Stanislavski, leva os intérpretes para um mergulho profundo na psicologia desse personagem sem nome, que é o homem contemporâneo. E, seguindo os cânones de Brecht, a montagem coloca-se distante do objeto examinado para elaborar sobre ele uma análise crítica de notável acuidade. Quem acredita que filosofia não é assunto passível de ser levado ao palco, é porque não viu “Silêncio”.

Texto: Peter Handke com direção de Beth Lopes.

Com Matteo Bonfitto e Yedda Chaves

Teatro FAAP - Rua Alagoas, 903 - (0XX11) 3662-1992 - São Paulo, SP - e-mail: teatro.diretoria@faap.br

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