16/09/00 - O Movimento
Arte Contra a Barbárie promove o encontro quinzenal Espaço
da Cena, no dia 18/09, segunda-feira às 19:00h, no Teatro Oficina.
O convidado desta reunião é o candidato à prefeitura de
São Paulo, Geraldo Alckmin. São
Paulo, SP.
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Movimento
Arte Contra a Barbárie
promove
o encontro
Espaço
da Cena
Convidado:
candidato à prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin
dia
18/09, segunda-feira, 19 horas, no Teatro
Oficina
São
Paulo, SP
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Após o lançamento
do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, muito
bem recebido pela classe teatral na semana passada e que agora terá
seu encaminhamento junto ao órgão competente (Câmara Municipal), o
Arte Contra a Barbárie inicia o Encontro com os Prefeituráveis. Nesta
segunda-feira, dia 18 de setembro, o convidado é Geraldo Alckmin,
que atualmente disputa a ida ao segundo turno com os candidatos Paulo
Maluf e Luiza Erundina.
Os demais candidatos
convidados para o Espaço da Cena, ainda tentam encontrar espaço na
agenda para conversar com o Movimento, se não agora, num momento mais
à frente, no segundo turno.
Tema: Política
Cultural e Projeto Cultural para a cidade de São Paulo Convidado:
Geraldo Alckmin.
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Perguntas
do Movimento Arte Contra a Barbárie ao candidato à Prefeitura
de S.Paulo, Sr. Geraldo Alckmin:
1- O Arte
Contra a Barbárie tem por principal objetivo manter uma discussão
profunda e de longo prazo sobre os pressupostos éticos e políticos
da atividade teatral. Nesse sentido, temos acumulado material
sobre as questões específicas da política pública para área
de teatro no município de S.Paulo. Gostaríamos de contribuir
com a próxima gestão, apresentando uma série de sugestões
concretas para a futura administração. O senhor se comprometeria
a vir novamente, no Oficina, em janeiro, após a posse, discutir,
junto com seu/sua Secretário/a, essas propostas - como gesto
simbólico que indica seu real comprometimento com uma gestão
democrática e levada a termo em função de critérios públicos
e transparentes?
2 - A
futura administração estará disposta a destinar recursos para
ao fomento da criação, entendido aí não só dinheiro para produções,
mas o apoio sistemático, que dê estabilidade a projetos de
ação continuada que não cabem no mercado, mas são relevantes
para o interesse público através de editais públicos e de
Comissões Deliberativas com a participação dos produtores
artísticos?
3 - A
renúncia fiscal prevista na lei 10923, de 30/12/90, é administrada
pela empresa privada. Como o(a) candidato(a) encara a manutenção
dessa renúncia, mas transferindo-a diretamente para um Fundo
Público a ser administrado com a participação deliberativa
da sociedade - seguindo a experiência já existente em Belo
Horizonte?
4 - O(a)
candidato(a) concorda em estender a isenção de IPTU e ISS
(a exemplo do que acontece com clubes de futebol) aos artistas
e produtores de artes cênicas, atividades que, por sua natureza,
não cabem em suportes industrializados, atuam em escala artesanal
e não têm como se colocar no mercado (salvo exceções) concorrendo
com a indústria cultural?
5 - O
atual orçamento da Secretaria Municipal de Cultura corresponde
a 1,3% do orçamento do Executivo. Propõe-se um mínimo de 3%.
6 - O
Centro Cultural S.Paulo abriga em suas dependências o ex-Idart,
órgão que tem em seu acervo a documentação mais importante
referente à produção teatral em S.Paulo, desde os anos 50.
Esse acervo é o coração da memória do teatro paulista - e,
portanto também de grande parte do teatro brasileiro. O ex-Idart
tem uma função insubstituível, numa época em que a mídia e
a Universidade não dão mais conta de registrar e refletir
sobre nosso fazer teatral. As condições de guarda e uso desse
material está longe do ideal. Além disso, a coleta de dados
foi interrompida em 1998 (por falta de verbas). O (A) senhor(a)
se compromete a destinar verba específica no orçamento para
manutenção, atualização e disponibilização desse acervo, inclusive
com a contratação de profissionais especializados ? Arte Contra
a Barbárie O Arte Contra a Barbárie é um movimento apartidário,
fundado há um ano e meio e que congrega livremente centena
de cidadãos e entidades ligadas ao teatro e à cultura, interessados
no encontro da uma Política Cultural profunda e transparente
nos níveis Federal, Estadual e principalmente Municipal. O
movimento realiza reuniões semanais para discussão de propostas
e encontros trimensais onde são tiradas as linhas mestras
de sua atuação.
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Teatro
Oficina - R. Jaceguai, 520 - Bela Vista - fone: (0XX11) 3106-2818
- São Paulo, SP.
Informações
aos jornalistas: fones: (0XX11) 3081-7972/ 3082-6274 - Celular: (XX11)
9126-0425 - Responsável: Márcia Marques
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18/09/00 -
A Cia Teatro do Pequeno Gesto, convida para o lançamento de
sua publicação quadrimestral Folhetim , dia 19 de setembro,
entre as 20:30h e 22:30h, no Teatro Glaucio Gill. Em seu 7º número
a publicação homenageia Nelson Rodrigues falecido há
20 anos. Esta edição é a última em parceria
com a Secretaria Municipal de Cultura do RJ e a cia procura novos
parceiros. Veja notícia completa com índice temático
dos números anteriores, locais para aquisição,
opiniões de personalidades sobre a publicação
e editorial do 7º número. Rio
de Janeiro, RJ.
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O
Teatro do Pequeno Gesto lança o número 7 de sua revista
quadrimestral de ensaios sobre teatro, o
Folhetim. Esta é a primeira edição monotemática
da revista e homenageia Nelson Rodrigues no vigésimo ano de
sua morte.
O
lançamento de Folhetim será no dia 19 de setembro, terça-feira
no Café do TEATRO GLAUCIO GILL (Praça Cardeal Arcoverde, s/nº
- ao lado do metrô Copacabana) entre 20:30h e 22:30h.
Venha tomar um vinho conosco. Às 21:30h Nelson Rodrigues Filho,
Claudia Ventura e Walter Lima Torres lerão algumas crônicas
de Nelson Rodrigues.
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Folhetim
Histórico
O TEATRO
DO PEQUENO GESTO, fundada em 1991, é uma companhia de repertório
que tinha como uma de suas características editar, para cada
um de seus trabalhos, um programa que não se limitava a informar,
mas que também estabelecia uma relação entre o pensamento
estético e a realização do espetáculo em questão. O TEATRO
DO PEQUENO GESTO é uma das poucas Companhias que conta em
sua equipe com uma dramaturgista, Fátima Saadi, que desempenha
a função de estabelecer um diálogo produtivo entre a teoria
e a prática. Resolvemos, então, em 1998, transformar nossos
programas numa revista de teatro, buscando alcançar um público
mais amplo do que aquele que assistiria aos espetáculos: criamos
o FOLHETIM TEATRO DO PEQUENO GESTO. Para isto, constituímos
um conselho editorial que, além de Fátima Saadi e do diretor
da companhia Antonio Guedes, conta com Ângela Leite Lopes
e Walter Lima Torres. Sem qualquer patrocínio, o TEATRO DO
PEQUENO GESTO iniciou esta empreitada e manteve a revista
por dois anos, até que a Secretaria Municipal de Cultura do
Rio entrasse com o apoio de impressão da revista. Esta parceria
se encerra no nosso próximo lançamento: uma edição especial
em homenagem a Nelson Rodrigues.
FOLHETIM
é uma revista quadrimestral que tem uma distribuição modesta,
mas que já é lida em várias partes do país. Foi lançada em
importantes festivais de teatro (Ouro Preto – MG, Campina
Grande e João Pessoa – PB, São José do Rio Preto – SP, Curitiba
– PR) e pode ser adquirida em algumas livrarias no Rio (a
lista segue mais adiante) ou pelo correio. Os pedidos podem
ser feitos através do fax (21) 558-0353 ou pelo seguinte endereço
eletrônico: peqgesto@unisys.com.br
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Algumas
Opiniões Sobre o Folhetim
Folhetim
impressionou-me em especial pelo equilíbrio na escolha dos
textos apresentados – as nossas experiências conjugadas a
uma visão ampla do que se faz no mundo, integrando o presente
e o passado, as exigências da prática cênica com o rigor da
preocupação teórica. Gerd Bornheim
Uma das
lacunas do nosso teatro é a falta de publicações especializadas,
que permitam uma reflexão séria e isenta sobre a atividade
cênica. Folhetim representa uma promessa de superação do problema.
Sábato Magaldi
Folhetim
fala com seriedade, simplicidade e profundeza dos temas mais
instigantes do teatro moderno. É uma verdadeira jóia. É a
melhor publicação do tipo que já passou por minhas mãos. Domingos
Oliveira
Mais do
que dinheiro, do que leis, do que novas salas, o que falta
ao teatro brasileiro é consciência crítica. Por isso o meu
entusiasmo com Folhetim. Tornei-me um torcedor fanático da
revista. Aderbal Freyre-Filho
Folhetim
é um serviço público, uma publicação aberta, democrática e
plural nas suas apreciações. Alcione Araújo
Através
de Folhetim temos um meio de comunicação de idéias e projetos
teatrais que se espalham por este Brasil. Grupo Galpão
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Editorial
de Folhetim Teatro do Pequeno Gesto nº 7
Pela
primeira vez, o Folhetim apresenta uma edição temática: uma
homenagem a Nelson Rodrigues. Num ano em que tantos olhares
se voltam para um dos maiores dramaturgos brasileiros, não
poderíamos deixar de realizar um passeio, junto com profissionais
de teatro que trabalharam com e sobre a obra de Nelson, por
questões e influências que este autor provocou no nosso teatro.
Em Teatro desagradável, escrito em 1949 para o primeiro número
da revista Dionysos, Nelson Rodrigues fala de suas idéias
e experiências teatrais, reafirmando a cena como um lugar
de onde é possível disseminar a peste através de peças desagradáveis
que põem a nu, em toda a sua violência, a obsessão sexual
ou, como prefere o próprio Nelson, o amor. O Vestido de noiva
de Bollini: A experiência histórica de um espetáculo, de Antonio
Cadengue, analisa a recepção do texto de Nelson, encenado
em Recife em 1955 pelo Teatro de Amadores de Pernambuco, resgatando
curiosas críticas da época. Em A natimorta Maria das Dores,
Inês Cardoso Martins Moreira relaciona a adolescente de Dorotéia,
“que nasceu de cinco meses e morta” com outros personagens
de Nelson, estabelecendo através dela uma ligação entre o
dramaturgo brasileiro e Beckett. Viúva, porém honesta, uma
mágica moderna, de Walter Lima Torres compara o hilariante
texto de Nelson e a mágica, gênero muito em voga no final
do século XIX e pouco conhecido hoje em dia, no qual revelações,
reconhecimentos e soluções dramatúrgicas aparecem como num
passe de mágica, em meio a muita pólvora e efeitos visuais.
Nelson Rodrigues 2000, de Marco Antônio Braz, recupera dez
anos de sua atividade à frente do Círculo de Comediantes,
companhia que se dedica a estudar e a encenar peças de Nelson
como um instrumento de prospecção da realidade humana. Em
A mulher sem pecado: a emergência de uma nova dramaturgia,
Luiz Arthur Nunes analisa em detalhe o primeiro texto de Nelson,
estreado em 1942, pela Comédia Brasileira, nele distinguindo
características que se revelam plenamente em sua segunda peça,
Vestido de noiva. A cenografia de Paraíso Zona Norte, Toda
nudez e outros Nelsons, de J. C. Serroni, relata suas experiências
com a concepção espacial para peças de Nelson em espetáculos
dirigidos por Antunes no Brasil e nos Estados Unidos, por
Eid Ribeiro em Caracas e por Marco Antônio Braz em São Paulo.
Em Nelson Rodrigues e a teia das traduções, Ângela Leite Lopes
reflete sobre a tradução e a introdução das peças de Nelson
no universo cultural francês, trabalho que vem desenvolvendo
há quinze anos. Na entrevista Lorena da Silva, uma atriz que
traça o seu caminho, Lorena fala de sua trajetória, com ênfase
especial em seu trabalho como atriz convidada nas montagens
de Alain Ollivier para Anjo negro e Toda nudez será castigada
na França, comenta a receptividade de Nelson na Europa e as
perspectivas abertas pela L’Acte, associação que se dedica
a projetos culturais que associem a França e o Brasil.
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Conteúdo
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TEATRAL, por Walter Lima Torres NOTAS SOBRE O TEATRO, DE LENZ,
por Fátima Saadi A VANGUARDA DA VIDA - Entrevista com Bia
Lessa.
Número
3 - A ESTRANHA PALAVRA..., por Jean Genet A PRÁTICA DO
DRAMATURG, por Fátima Saadi ARTHUR AZEVEDO: CÔMICO POR NATUREZA?,
por Alberto Tibaji FILÓSOFO-COMEDIANTE: NOTAS SOBRE NIETZSCHE
E MOLIÈRE, por Rosana Suarez POR UMA CONCEPÇÃO TRÁGICA DA
OBRA DE ARTE, por Virginia de Araujo Figueiredo SÓ O GESTO
(MESMO QUANDO PEQUENO) NOS REVELA, por Antonio Guedes LIVING
THEATRE: TRAJETÓRIA DE UMA IMPOSSIBILIDADE, por Ângela Leite
Lopes PAULO AUTRAN! - Entrevista a Fátima Saadi e Ângela Leite
Lopes.
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4 - TEATRO DE HÖLDERLIN, por Philippe Lacoue-Labarthe
A ENTREVISTA COMO DOCUMENTO, por Beti Rabetti LIVING THEATRE:
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A IDADE DA DESRAZÃO, por Paulo Vieira AUTORES-ENSAIADORES
DO TEATRO LIGEIRO, por Filomena Chiaradia RISO DA TERRA: CONFLUÊNCIAS
- ENTREVISTA COM LUIZ CARLOS VASCONCELOS.
Número
5 - A ASTÚCIA DE GALILEU, por Jean-Jacques Alcandre PONTOS
E CONFLUÊNCIAS ENTRE ESPAÇO CÊNICO, DRAMATURGIA E CENA NOS
CIRCOS-TEATRO, por Paulo Merisio HISTÓRIA DO ESPETÁCULO: A
DRAMATURGIA DO HISTORIADOR, por Eleonora Fabião EDUCAÇÃO PELA
MÁSCARA: RECORTES DE UMA GENEALOGIA DE ANTONIO NÓBREGA, por
Antonio Cadengue AS CONDIÇÕES DE REPRESENTAÇÃO TEATRAL NA
VIRADA DO SÉCULO, por Angela de Castro Reis O TEATRO É UM
FILHO DA MÃE QUE NÃO MORRE NUNCA - ENTREVISTA COM GIANNI RATTO.
Número
6 - SOBRE OS FANTASMAS NAS TRAGÉDIAS DE SHAKESPEARE, por
Edward Gordon Craig A DOR DE HÉCUBA, por Claire Nancy O JOGO
DA MÁSCARA: ESCOLHA VOCABULAR E RECURSO METODOLÓGICO, por
Ana Achcar O ARTISTA NA OBRA: LESSING E EMÍLIA GALOTTI, por
Fátima Saadi O TARTUFO ENTRE CENA E TEXTO: APONTAMENTOS SOBRE
UM CLÁSSICO, por Walter Lima Torres AVIDA E A MORTE DE ANTONIN
ARTAUD – OBRA DE ARTAUD, por Antonio Guedes O ATOR E A INTERPRETAÇÃO,
por Ângela Leite Lopes EXERCÍCIO FINDO: DÉCIO DE ALMEIDA PRADO,
por Fátima Saadi TIM RESCALA: O HOMEM DOS SETE INSTRUMENTOS
- ENTREVISTA COM TIM RESCALA.
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Livrarias Onde
Comprar o Folhetim
Rio de Janeiro
- ESTAÇÃO UNIBANCO - tel.:(0XX11) 537-5243 - MUSEU DA REPÚBLICA -
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