Prelúdio
da Guerra Sertaneja tocado ao som dos mouses, da overture
dos chiados solene na inter-ninhos. O mesmo instante Teatro
Oficina ameaçado de Bloqueio por um Shopping O mesmo instante
Chamada da força da Terra, do Homem e da Luta de "Os Sertões"
para um retorno do desejo-força recalcado sertanejo do corpo
teatral poderoso emergir sem massacre, ultrapassando-se
rompendo becos sem saída , da condenação fatal ao "mal estar
da civilização", e completando esboços de outras civilizações,
ou minis globalizações mesmo, furando a interpretação única
da aldeia globalizada trancada, bloqueadas, bloqueante-ante
ação, ante teatral.
O Teatro
de "Os Sertões" não é de resistência é de criação de interpretações
no corpo-indivíduo&corpo social sem órgãos, das novas possibilidades
atuais concretas da liberdade da força vital coletiva, em
cada indivíduo virado pedra, vegetação, geografia, besta,
humano, trans- humano, divino, diabólico, sóis, planetas,
céus, beats, chips, números, em movimentos estrambelhados,
espasmódicos, viajando nas ultrapassagens colombianas, mexicanas,
africanas, timorenses, acampamentos e assentamentos dos
sem terra, seatleanas, todas as russias e não russias, chinas,
pragas, rios, paulicéias, planalto central, norte, nordeste,
sul, noroeste, brazís.
Entra
em cena a vivência da tragédia contemporânea da guerra da
civilização metafinaceira com os sertões favelas urbanos
ou rurais, brasileiros ou mundiais, para ser perfurada pelas
palavras balas, metralhas viradas ações da língua de fogo
do espírito santo de Euclides da Cunha, com sua Bandeira
Vermelha bordada com a pomba de Paz do Divino. Busca da
Mutação da Apoteose da Primavera, Apocalipse & Gênesis.
É desafio
ao trabalho do ator, dançarino, cantor, trazer a língua
shakespereana original de Euclides incorporada, vibrando
magnética em ação no território da encenação desta Guerra
que ainda é a mesma de hoje, hoje. Sertões passado, presente
reinventando o futuro.
O Livro
muito e pouco lido encenado hoje é a transmutação imediata
de muitos Tabus em Totens. Num momento em que muitos seres
de teatro já desistiram da rocha viva quase impossível da
entrega de suas energias ao encontro na orgia teatral -
criada pelas paixões comuns - e tomam o caminho do rebanho,
alistando-se no exército da profissão teatral soldados pela
escravidão ao marketing - o movimento de roda, de aglutinação,
em torno de uma fé-tesão excitante e forte, de fazer vir
a tona o recentemente recalcado é um movimento no deserto.
Sertão vem de desertão.
O chamado
é feito para os que não temem os desertos, as secas, os
que trazem em si reservas guardadas nas raízes e nas antenas,
que precisam intimamente abraçar-se e transmudar-se em plantas
sociais geradoras de florações humanas transbordantes. Corre
nos sertões um toque de chamado ... IO Estruja a orquestra
estridente das bigornas. A cadência dos malhos e marrões
As foices entortadas. Por ferrões buídos: Temperando as
lâminas largas. Toquem os sinos da Eterna Volta Redonda.
Depois dos últimos fracassos ou triunfos destruam as últimas
vacilações Vocês que temem entrar, Pequenos grandes criadores
IO de parceria na mesma companhia com a mangalaça sertaneja.
Ingênuas mães de família, Irmanen-se ás zabaneiras. Bandidos
soltos ou presos, capangas em disponibilidade com Oficiais,
seres da nova e da velha economia, soldados a soldo, classe
média, abaixo da classe média, sem classe, teto, terra,
teatro, tela, venham para um teatro maior: aventuras e valentia
impulsiva para o desafio do impossível : montar "Os Sertões
" Aqui não se indaga a procedência.
O Departamento
de Formação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura
patrocina a primeira Oficina no lugar onde este nome nasceu:
Teatro Oficina, por isso as Oficinas Oswald de Andrade vão
recolher as inscrições a partir do dia que Canudos não se
rendeu há 103 Anos: 5 de outubro.
Manda
para lá Foto, Currículo curto e grosso Carta de intenção
Não é necessário ainda, ter lido todo Sertão mas anuncia
por escrito um pedaço escolhido do livro já na sua inscrição.
O circulo de comandantes das várias Oficinas, examina o
que for enviado e escolhe um numero possível para um encontro
corpos á corpos . Então quem essa forma de destino escolheu
(A)Presenta na sua língua: - de ator atriz , cavalo e cavaleiro
ou da terra ou do homem e ou da luta - do ator múltiplo
que jogue o jogo do palco das regras estratégicas do terreno
de guerra do palco italiano, saiba saiba dar o rolê do sertanejo
no terreno da guerrilha nos 36O graus do espaço cênico,
N.S.L.O., céu , inferno, no meio do público, capaz de criar
um Taiti Chuan do que é antes de tudo um forte. - de dançarino
- do ator físico de circo, que flutue nas alturas dos vazios
da rua do Oficina - músico, ritimista - escultor de espaço
cênico, abridor de ruas e praças - criador de trajes, parangolés,
figurinos, objetos. - dramaturgo, roteirista, escultor do
poema rocha viva d'Euclides - vídeo criador - diretor o
que você trará decorado no seu corpo, um tira gosto da sua
arte, no Rodeio Teatral em volta do livro fogueira no Teatro
Oficina de onde nascerão os times que vão parir este trabalho
rigoroso&gozozo.
Oficinas no Oficina Uzynas
Uzonas
Dose
única misturando militares, cidadãos civilizados, plugados,
sertanejos bárbaros, em contradição ou sínteses risíveis.
Comandantes de cada linguagem criam e ativam corpos no corpo
comum da montagem da epifania teatral das línguas entrelaçadas
em chamas de Paixão de Forja da rocha viva de Canudos de
"Os Sertões" de Euclides da Cunha. Hoje. No globo como está
sendo e que certamente não será mais o mesmo depois dos
trabalhos mundiais de afirmação, ressurreição, transbordamento
dos nossos corpos apocalípticos em gêneses nova. Venham
como se fossem velhos novos conhecidos Que os Comandantes
de rua recebam, distribuam e unam Logo ao apontar das duas
horas depois do meio dia, Os papéis e os trabalhos . Deve
existir pessoas. Não sabemos quem. Mas que estão, estamos
destinadas a esse encontro agora. Esse chamado traz no seu
não dito, a libido do desejo do recontro: além da felicidade
ou da dor, a paixão fertilidade. Merda!
Teatro
Oficina - outubro de 2000