Flávio Império

(1935-1985)

"Não sou pintor , nem cenógrafo , nem professor , nem arquiteto; ando na contramão das profissões , sou só um curioso."

Formado em arquitetura pela Universidade de São Paulo, onde posteriormente lecionou até 1977. Quando foi demitido pela ditadura militar, devido suspeitas sobre o conteúdo político de seu trabalho. Voltando a lecionar no mesmo ano de seu falecimento. O trabalho de Flávio Império abrangeu arquitetura , arte carnavalesca, artes plásticas (pinturas , gravuras e desenhos), filmes em formato super-8 (onde documentava festas populares e religiosas pelo interior do Brasil). E suas obras mais conhecidas, na área de cenografia e figurinos de peças teatrais. Muitas para o Teatro de Arena (Arena contra Zumbi) ou para o Teatro Oficina (Roda Viva, 1968). Onde, com a fusão dos conceitos do popular e da "alta cultura", e da utilização de tecnologias juntamente com trabalhos manuais, para confecção de seus cenários e figurinos, reinventou o espaço cênico brasileiro da época. Trazendo novos conceitos e novas formas de enxergar e utilizar o cenário e o figurino de uma peça teatral. De forma que ambos não se limitassem apenas a um fim ilustrativo. De idéia políticas engajadas com o povo, mas com uma militância muito discreta. Sem ambições mercantilistas, seus trabalhos em artes plásticas muitas vezes eram doados a amigos. Amava o Brasil.

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