A ArtRio (Feira de Arte do Rio de Janeiro) abre a 16ª edição nesta quarta-feira (16) e segue até domingo (20) na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, com 78 galerias participantes. A estimativa dos organizadores é que 50 mil pessoas circulem nos quatro dias da feira.
A edição traz novidades nas obras expostas. Laís Amorim, gerente de Relacionamento com Galerias da ArtRio, cita uma obra inédita em cerâmica de Adriana Varejão, descrita por ela como uma das mais importantes artistas brasileiras contemporâneas. A feira também apresenta uma obra de Gabriel Massan perto do Jardim de Esculturas, com sete metros na área externa.
O que muda no programa Brasil Contemporâneo
O programa Brasil Contemporâneo reúne artistas cujas práticas privilegiam tecnologias manuais, sob curadoria de Paula Borghi. Segundo Laís Amorim, a seleção traz obras que não costumam vir ao Rio e inclui muitos artistas fora do eixo Rio-São Paulo.
"O programa Brasil Contemporâneo vai trazer obras de arte que não costumam vir para o Rio com muitos artistas fora do eixo Rio-São Paulo e essas obras têm em comum o fazer com as mãos. Para mergulhar no universo dos artistas, teremos estandes exclusivos onde um ou dois artistas apresentam recortes de suas produções", disse Laís Amorim.
Em 2026, o programa Solo_Duo apresenta galerias com projetos desenvolvidos por um ou dois artistas, sob curadoria de Ademar Britto. A feira mantém ainda o Jardim de Esculturas, destinado a obras tridimensionais de grandes dimensões sob curadoria de Christiane Laclau, e o programa Mira de videoarte, com curadoria do MAM Rio.
Colecionadores e a Semana de Arte do Rio
A cada edição, segundo os organizadores, mais de 100 colecionadores e curadores vêm ao Rio para o evento. A programação para os convidados inclui visitas a museus e instituições, galerias, ateliês e coleções privadas, além da própria feira.
Em paralelo à ArtRio, a prefeitura do Rio promove a primeira Semana de Arte do Rio, de 16 a 27 de setembro. O evento inédito terá mais de 400 atrações, reunindo artistas, instituições, festivais, produtores e espaços da vida cultural carioca.
Ao todo, são 74 festivais, exposições, espetáculos e atividades, que somam mais de mil horas de programação. Durante 12 dias, museus, centros culturais, teatros, galerias e outros equipamentos recebem projetos de diferentes linguagens artísticas. A proposta é fazer da própria cidade parte da experiência, ampliar a circulação de artistas e públicos, valorizar o patrimônio material e imaterial e fortalecer a economia da cultura.
