# Carminho reforça amor pelo Brasil em turnê Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir

> Carminho inicia no Brasil a turnê Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir, com repertório autoral e fado contemporâneo. A cantora portuguesa percorre o país em nova temporada, incluindo encontros com artistas brasileiros. A turnê reforça o vínculo afetivo e musical de Carminho com o público brasileiro, consolidando uma relação artística de longa data.

*Teatro Brasileiro · Bastidores · 25 de agosto de 2026 · Sirlene Damasceno*

Cantora portuguesa Carminho inicia nova temporada no Brasil com a turnê Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir. Repertório autoral, fado contemporâneo e encontros com artistas brasileiros marcam a passagem pelo país.

A cantora e compositora portuguesa Carminho está em nova temporada brasileira com a turnê mundial Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir, que chega nesta sexta-feira (21) ao Vivo Rio, na zona sul do Rio de Janeiro. O Brasil recebe a artista há 17 anos, e os laços com o país só se fortaleceram.

A turnê tem repertório centrado no álbum mais autoral de Carminho, o sétimo da carreira, com oito faixas de sua autoria entre as 11 que compõem o disco. O trabalho presta homenagem às mulheres que moldaram a história do fado, como a mãe da cantora, Teresa Siqueira, Beatriz da Conceição, Amália Rodrigues, Wendy Carlos e Annette Peacock.

"É incrível, para mim, como portuguesa, chegar ao outro lado do oceano em um país com dimensões completamente diferentes que o meu e também de maneiras de pensar e hábitos culturais tão distintos, mas com a mesma língua. Os poetas têm a mesma língua que é aquela que eu canto", disse em entrevista à Agência Brasil.

A identificação é tamanha que, ao chegar ao Brasil, Carminho se sente em casa. "É uma abertura de horizonte e de imaginário. É fabuloso. O Brasil é também, hoje em dia, casa. É um lugar que eu já visito há 17 anos, com tantos amigos, com tanta troca entre artistas e entre as pessoas de várias áreas. É também um lugar de que já me sinto parte. Quando venho, é até em aniversário", completou.

A dedicação ao fado não impede a artista de ser contemporânea, propondo improvisações que unem tradição e experimental em linguagem particular. "Eu não associo o fado à tristeza. Eu associo o fado a uma certa profundidade, a uma grande profundidade em um instrumento e em uma linguagem que é exatamente plástica e feita para poder transmitir sentimentos de todas as naturezas", apontou.

O público brasileiro também é motivo de satisfação. "O público brasileiro é muito especial, inesquecível, muito generoso, espontâneo que se dá em cada apresentação, que me acompanha desde o início das primeiras apresentações que eu vim fazer no Brasil. Por isso é que eu volto tantas vezes para esse público tão generoso que me acompanha", disse.

Nos anos de relacionamento com o Brasil, Carminho construiu amizades com Chico Buarque, Milton Nascimento, Fernanda Montenegro, Maria Bethânia e Caetano Veloso. Entre elas, Marisa Monte ocupa lugar especial. "Um encontro na minha vida. Conheci-a depois de um show que ela deu e eu fui cumprimentá-la, dizer o quanto amava o trabalho dela e como gostaria de conhecê-la melhor. Ela só respondeu: 'mas venha na quarta-feira, pode?' Eu fiquei muito surpreendida", revelou.

A turnê passou pelo Grande Teatro do Sesc Palladium, na quinta (19), em Belo Horizonte, e segue na terça-feira (25) para o Teatro Cultura Artística, em São Paulo. No repertório, estão canções como Chuva no Mar, dueto com Marisa Monte, e Chovendo na Roseira, do álbum dedicado a Tom Jobim. A expectativa é de reencontro com plateias que, segundo a cantora, sempre sentem emoção nas performances ao vivo.

O Brasil, para Carminho, é "um país de riqueza cultural, visual e espiritual únicas". A turnê, ao mesmo tempo em que estende o universo do fado, não rompe com suas raízes e tradição.

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