A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, marcada para 4 a 13 de setembro no Distrito Anhembi, consolida-se como a maior edição da história do evento, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), organizadora da feira. A expectativa é receber mais de 700 mil visitantes, com 350 autores nacionais e internacionais, 269 expositores e onze espaços culturais. A programação soma 3.450 horas distribuídas por espaços temáticos com curadoria própria. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Fever.
A expansão física é um dos marcos desta edição. A Bienal ocupará 86 mil metros quadrados, área 28% maior que a anterior. A área comercial cresceu 20%, os espaços culturais foram ampliados em 4,7% e a de alimentação aumentou 8,8%. A reorganização da infraestrutura criou novas áreas de convivência e descanso.
Entre os autores nacionais confirmados, estão Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Ruy Castro, Cármen Lúcia, Lilia Schwarcz e Fernando Morais. A ministra do STF Cármen Lúcia lançou recentemente o livro "Pela mão do povo: Democracia e voto no Brasil" (Bazar do Tempo), em coautoria com Heloisa Starling. Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz participam da mesa "Conceição Evaristo: 80 anos de escrevivência", que aborda literatura, memória e ancestralidade. Eliana também debate com Marcelino Freire e Estevão Ribeiro o livro "Escreviventes" (Pallas Editora), originado de diálogo gravado na Kaza 123, quilombo urbano no Rio de Janeiro.
Na seara internacional, a Espanha é o Convidado de Honra, com curadoria de Marta Sanz e espaço de cerca de 500 metros quadrados. Autores como Ana Huang ("Amor Corrompido", editora Essência), Alice Oseman (série Heartstopper, editora Seguinte) e a biógrafa Lesley-Ann Jones, que escreveu sobre David Bowie e Freddie Mercury, participam de debates. A jornalista integra as mesas "Freddie Mercury: o que ainda não sabíamos" e "Música, memória e legado".
A CBL destaca a Bienal como um ponto de encontro do ecossistema do livro. "O crescimento da área comercial e a forte adesão do mercado demonstram sua importância como plataforma de negócios", afirmou Sevani Matos, presidente da CBL, em nota. A feira, que nasceu como mostra editorial, hoje se apresenta como festival cultural, herança de décadas de encontros entre leitores e autores em São Paulo.