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Festival Caju reforça leitura para alunos indígenas na TI Barra Velha

ResumoO Festival Caju de Leitores, em sua 5ª edição, ocorre de 2 a 4 de setembro na Aldeia Xandó, na Terra Indígena Barra Velha, em Porto Seguro (BA). O evento concentra esforços no aprimoramento da leitura e escrita de estudantes indígenas, habilidades fundamentais para o vestibulinho e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A programação visa fortalecer o desempenho acadêmico desses alunos.

A 5ª edição do Festival Caju de Leitores será realizada de 2 a 4 de setembro na Aldeia Xandó, na TI Barra Velha, em Porto Seguro (BA). O evento busca melhorar a leitura e a escrita de estudantes indígenas, essenciais para o vestibulinho e o Enem.

Rogério ItamarPublicado em Atualizado 1 min de leitura
Festival Caju reforça leitura para alunos indígenas na TI Barra Velha
Foto:Festival Caju reforça leitura para alunos indígenas na TI Barra Velha · Teatro Brasileiro

A 5ª edição do Festival Caju de Leitores será realizada de 2 a 4 de setembro na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, no Território Indígena Barra Velha, na vila histórica de Caraíva, em Porto Seguro (BA). O evento, criado em 2022, tem como objetivo melhorar as habilidades de leitura e de escrita dos estudantes indígenas. A diretora-geral do evento, Joanna Savaglia, informou à Agência Brasil que, desde o ano 2000, instituições de ensino começaram a surgir na região, como a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o IFBA, campus de Porto Seguro, e a Escola Técnica Estadual (Etec). "Os estudantes precisam de redação e da compreensão de texto para poder vencer a dificuldade do vestibulinho", afirmou Joanna. A meta é dar ferramentas para que os alunos possam fazer o que quiserem, sem ficarem presos ao território. "Teu pai quer que você seja advogado? Então, vai estudar, mas saiba que tem que ter interpretação de texto", explicou. A diretora também destacou a importância da escrita no Enem. O tema deste ano é "Manifesto de Bichos", ligado à fauna e ao meio ambiente, onde vivem os indígenas. A programação propõe atividades de literatura, oralidade, memória e conhecimentos indígenas, com a presença de escritores, artistas, educadores e lideranças, incluindo a primeira autora estrangeira, a argentina Mariela Tulián. A homenageada é Maria Coruja, de 91 anos, da Aldeia Pará. O evento terá, pela primeira vez, uma livraria, além de loja, espaço de alimentação e exposição. Desde sua criação, o festival já alcançou mais de 12 mil pessoas. A abertura será às 14h do dia 2 de setembro. O Festival é uma realização do Ministério da Cultura e da Savá Cultural, com patrocínio da Neoenergia e do Itaú, via Lei Rouanet, além da Secretaria Municipal de Educação de Porto Seguro.

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