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Rio Cello 2026: festival gratuito leva música a espaços do Rio

ResumoRio Cello 2026, maior festival de violoncelos do Brasil, inicia sua 32ª edição em 8 de março com programação gratuita em espaços urbanos do Rio de Janeiro. O evento ocorre do Museu da República à Sala Cecília Meireles, oferecendo apresentações abertas ao público. A edição celebra a música erudita em locais históricos e contemporâneos da cidade.

O Rio Cello, maior festival de violoncelos do país, inicia neste sábado (8) sua 32ª edição com apresentações gratuitas em espaços urbanos do Rio, do Museu da República à Sala Cecília Meireles.

Cláudio VeríssimoPublicado em Atualizado 5 min de leitura
Continuidade visual: guia prático para coerência nas cenas
Foto:Continuidade visual: guia prático para coerência nas cenas · Teatro Brasileiro

Festival Rio Cello leva música a vários espaços do Rio de Janeiro

O Rio Cello, considerado o maior festival de violoncelos do país, entrega ao público apresentações em vários espaços urbanos da capital fluminense. A 32ª edição começa neste sábado (8) e segue até domingo (16), com programação gratuita. A abertura reserva dança com música brasileira nos jardins do Museu da República, no Catete, zona sul.

O que esperar da abertura do festival no Museu da República

Chris Cecconelo dançará em homenagem a Tom Jobim e Vinícius de Moraes. A dançarina e coreógrafa terá ao lado o cellista Lui Coimbra, que estreia no festival, e os violinistas Karolin Broosch e Thiago Cosmo. O concerto conta ainda com o grupo Amores do Rio, a Camerata Laranjeiras e os corais Cantos da Urca e Cantos do Largo. A regência é do maestro Jonas Hammar.

Locais e espaços urbanos que recebem o Rio Cello 2026

Além do Museu da República, as apresentações ocorrem no Espaço Cenáculo, no Flamengo, na Casa Museu Eva Klabin, na Lagoa, na Igreja de Nossa Senhora da Candelária, na Praça Pio X, e na Sala Cecília Meireles, os dois últimos no centro.

A trajetória do festival e a missão de David Chew

No início, o Rio Cello era um encontro de violoncelistas idealizado pelo cellista inglês David Chew, radicado no Brasil há mais de 40 anos. Com o tempo, virou uma das maiores celebrações de música de concerto do país, com música, dança, artes visuais e educação. David mantém a intenção de popularizar a música clássica e homenagear o maestro Heitor Villa-Lobos, sua maior inspiração.

"Isso para mim é o grande lance do festival. Democratizar e ser aberto para o público. Qualquer pessoa pode ver e assistir", disse em entrevista à Agência Brasil.

O festival já levou música de concerto a mais de 500 mil pessoas. "É um caminho muito feliz e realizador", afirmou. O fundador contou que o festival começou depois da chacina da Candelária, em que crianças e adolescentes em situação de rua foram mortos por policiais no entorno da igreja, no centro do Rio. Na época, integrava a Sinfônica Brasileira e foi chamado para ajudar uma sobrevivente de cinco ou seis anos. A partir daí, teve vontade de ajudar crianças em situação de rua e de comunidades.

Novidades: Cello Kids e os 20 anos do Cello Dance

A renovação se traduz em novos encontros. Um deles é a estreia do Cello Kids, dedicado às crianças. No sábado (15), o auditório do Museu da República recebe, das 11h às 12h, a Escolinha de Música Rio Cello. Entre 13h e 16h, haverá a Oficina Cello Kids, com cellistas mirins. A programação do dia terá ainda o Coral das Marés.

Outra novidade é a comemoração dos 20 anos do Cello Dance, projeto que junta violoncelo e dança. O projeto saiu dos teatros e ocupou estações de metrô, praças, museus e palcos ao ar livre. O público é convidado a fazer parte da cena.

Encerramento no dia 16 com Bettina Dalcanale e Villa-Lobos

O encerramento no dia 16, às 11h, leva aos jardins do Museu da República o retorno à dança de Bettina Dalcanale, primeira solista do Theatro Municipal nos anos 90 e primeira bailarina a participar do projeto que antecedeu o Cello Dance. Bettina, que mora em Lisboa, Portugal, vem ao Brasil para interpretar O Canto do Cisne Negro, de Heitor Villa-Lobos, ao som do cello de David Chew. A coreografia é assinada por Mônica Barbosa, e ela dançará descalça.

"Eu tenho 64 anos e parei de dançar há 15. Encerrei minha carreira e o último foi um balé no Theatro Municipal", disse em entrevista à Agência Brasil.

A programação de encerramento tem ainda David Chew com as pianistas Fernanda Canaud e Claudia Tolipan; o grupo Cello Popular, com Lauro Lira, Dave Haughey, David Chew e Mateus Ceccato; e a obra Três Filósofos, composta pelo cellista americano Dave Haughey, com os bailarinos Felipe Padilha, Inês Carijó e Monica Burity.

Violonsalada e o alcance histórico do Rio Cello

Na véspera do encerramento, haverá o encontro Violonsalada, às 17h, na Sala Cecília Meireles. O nome nasceu dentro do festival e traduz seu espírito: um "mix de tudo o que aconteceu na edição, com um ou dois números de cada artista participante, anunciados na hora, no palco".

Dados do festival mostram que, desde a criação, 10 mil artistas participaram em mais de 500 locais do Brasil. "Do Theatro Municipal do Rio de Janeiro ao Cristo Redentor, do Palácio Itamaraty às quadras [das escolas de samba] Mangueira e Beija-Flor, de estações do MetrôRio a comunidades como o Complexo da Maré, Pavão-Pavãozinho e Dona Marta", informou a organização.

O fundador tem uma vontade especial: "Eu prefiro levar as crianças das comunidades para ver apresentações no Theatro Municipal e em locais como o Museu do Amanhã ou na Candelária. É muito importante que elas conheçam esses lugares a que normalmente não têm acesso fácil".

Patrocínio e como acompanhar a programação

Atualmente, o Rio Cello é patrocinado pela prefeitura do Rio e a Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, a Lei do ISS. No início, era difícil conseguir recursos. O fundador contou que bateu nas portas de consulados e embaixadas, e o Itamaraty ajudou muito. O projeto também estará na Semana de Artes do Rio, de 16 a 20 de setembro. A programação completa está no perfil @riocellooficial.

Perguntas Frequentes

Quando começa o Festival Rio Cello 2026?

O Rio Cello começa neste sábado (8) e segue até domingo (16), com programação gratuita em vários espaços do Rio de Janeiro.

Onde acontecem as apresentações do Rio Cello?

As apresentações ocorrem no Museu da República, Espaço Cenáculo, Casa Museu Eva Klabin, Igreja de Nossa Senhora da Candelária e Sala Cecília Meireles.

O que é o Cello Kids?

É uma estreia do festival dedicada às crianças, com a Escolinha de Música Rio Cello e a Oficina Cello Kids no sábado (15), no Museu da República.

Quem é David Chew?

David Chew é o cellista inglês que idealizou o Rio Cello, radicado no Brasil há mais de 40 anos, com a missão de popularizar a música clássica.

Como acompanhar a programação completa?

A programação completa está disponível no perfil oficial do festival no Instagram: @riocellooficial.

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