A terceira edição do Prêmio Caminhos de Literatura está com inscrições abertas até o dia 15 de setembro. O objetivo do evento é revelar um novo nome da ficção brasileira contemporânea. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do evento.
O prêmio, promovido pelo Instituto Caminhos da Palavra, com apoio da Estante Virtual, é destinado exclusivamente a autores que estejam escrevendo seu primeiro romance. A cerimônia de premiação será no dia 9 de dezembro, no teatro YouTube, na capital paulista. O vencedor terá o romance publicado pela Dublinense, editora parceira desde a primeira edição.
A novidade deste ano é a ampliação da circulação internacional, com a publicação da obra em Portugal, pelo Grupo Infinito Particular, no ano que vem. O grupo editorial português já edita no país as escritoras Carla Madeira, Socorro Acioli e Aline Bei. A obra vencedora será lançada ainda em Angola pela Editora Kacimbo, criada pelo escritor angolano Ondjaki. A publicação na Kacimbo já representa, desde a segunda edição, uma das dimensões internacionais do projeto.
Segundo a organização, ao estabelecer uma trajetória editorial que conecta Brasil, Angola e Portugal, o projeto passa a atuar também como uma plataforma de circulação da literatura brasileira contemporânea entre diferentes territórios do universo lusófono.
O escritor e produtor cultural Henrique Rodrigues, idealizador do Instituto Caminhos da Palavra, disse que a chegada do prêmio a Portugal é um grande salto para o projeto. "Sabemos como é difícil para uma pessoa iniciante ter o seu livro publicado por uma editora que dê um tratamento profissional e distribua a obra", afirmou. Ele ressalta que o concurso foi criado para estimular a chegada de novas vozes à literatura brasileira. "A seleção é protegida por anonimato, a fim de que seja revelado um romance pela sua qualidade", acrescentou Rodrigues, que também oferecerá uma mentoria literária a quem vencer o prêmio.
A primeira edição teve como vencedora Izabella Cristo, autora paraense radicada em São Paulo, com o romance Mãezinha. A obra permite o questionamento do que seria uma maternidade ideal. "O prêmio foi, literalmente, uma abertura de caminhos na minha profissão. Se antes eu era uma escritora ainda desconhecida e à margem da vida literária, depois dele passei a ser reconhecida no meio", diz Izabella Cristo. Na segunda edição, o prêmio revelou a escritora mineira Paula Novais, autora de Gaiolas de concreto armado. O romance aborda a questão das perdas e do luto, com ambientação na pandemia. "O prêmio tem um lugar determinante na minha trajetória como escritora", disse Paula Novais.
As inscrições seguem até o dia 15 de setembro, e a cerimônia de premiação está marcada para 9 de dezembro. O vencedor terá a obra publicada no Brasil, em Portugal e em Angola, ampliando a circulação da literatura brasileira para países de língua portuguesa.