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RioFilme trabalha por mercado cinematográfico comum do Brics

ResumoRioFilme negocia acordo de coprodução com a Rússia para criar um mercado cinematográfico comum entre os países do Brics. A estratégia busca atrair produções internacionais para o Rio de Janeiro e gerar novos negócios para o setor audiovisual local. A iniciativa amplia a cooperação entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

RioFilme negocia acordo de coprodução com a Rússia e mira mercado comum do Brics. Entenda como essa estratégia pode gerar negócios e atrair produções para o Rio.

Tâmara NegrãoPublicado em Atualizado 2 min de leitura
RioFilme trabalha por mercado cinematográfico comum do Brics
Foto:RioFilme trabalha por mercado cinematográfico comum do Brics · Teatro Brasileiro

A RioFilme trabalha por um mercado cinematográfico comum do Brics, com o Brasil negociando um acordo oficial de coprodução com a Rússia. A informação é de Leonardo Edde, presidente da RioFilme, empresa da prefeitura carioca. Segundo ele, o acordo permitirá o uso de políticas públicas para projetos culturais dos dois países.

"A gente espera que, no médio prazo, esse acordo se converta em realidade", disse Edde, que está na Rússia para o Festival Internacional de Cinema de Moscou, até o próximo dia 31. É a terceira vez que ele participa do evento, a convite dos organizadores.

O que falta para o acordo sair do papel

Para que o acordo se concretize, Edde destaca a necessidade de estruturar o negócio antecipadamente. Isso significa entender que tipo de conteúdo tem mais potencial na união das duas culturas e identificar as interseções entre as audiências, seja no cinema, na televisão ou no streaming.

"Tem toda uma preparação para que esse acordo de coprodução esteja operacional e permita a realização de negócios", afirmou.

A RioFilme já esteve na China e na Índia. "A gente está tentando fortalecer o Brics. Nós temos um mercado comum gigantesco e precisamos olhar mais para a gente", disse Edde, referindo-se ao grupo criado em setembro de 2006, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Além da produção: o ecossistema criativo

Edde defende que o cinema e o audiovisual são ferramentas de softpower, capazes de vender os países, atrair turismo e consumidores. "Como os Estados Unidos, a Coreia do Sul, a França fizeram. É hora de a gente potencializar quem somos, como Brics", sustentou. A mesma política está sendo desenvolvida com os demais integrantes do grupo.

O esforço também alcança outros países, como Colômbia e Espanha, além de Inglaterra e França, com parcerias estratégicas em andamento.

A viagem a Moscou faz parte do projeto Destination Rio, do plano estratégico da prefeitura carioca 2025/2028. O objetivo é gerar negócios, incluindo coproduções, distribuição de conteúdo brasileiro no exterior e atração de empresas internacionais para a capital fluminense.

"Todo o ecossistema que serve ao cinema. Por exemplo, inteligência artificial e outras tecnologias, além de infraestrutura", explicou Edde, que promove o Rio como território para o audiovisual.

Em 2024, a RioFilme assinou um memorando de entendimento com Moscou, comprometendo-se a promover as duas cidades como destinos de produções internacionais. Em junho de 2026, uma delegação de Moscou participou do Rio2C, uma das principais plataformas de negócios da América Latina para o audiovisual, dando início à aproximação entre os mercados russo e brasileiro.

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