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Caminhos da Reportagem destaca a vida e o legado de Tia Ciata na TV Brasil

ResumoO programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, exibe a edição "Tia Ciata: a matriarca do samba" na segunda-feira (27). A atração narra a vida e o legado de Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, ialorixá que se tornou referência na cultura negra do Brasil.

O Caminhos da Reportagem, programa premiado da TV Brasil, apresenta na segunda-feira (27) a edição "Tia Ciata: a matriarca do samba". A atração narra a vida e o legado de Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, ialorixá que se tornou referência na cultura negra do Brasil. O prog

Fábio RosenthalPublicado em Atualizado 4 min de leitura
Caminhos da Reportagem destaca a vida e o legado de Tia Ciata na TV Brasil
Foto:Caminhos da Reportagem destaca a vida e o legado de Tia Ciata na TV Brasil · Teatro Brasileiro

O programa premiado Caminhos da Reportagem apresenta, na segunda-feira (27), a edição "Tia Ciata: a matriarca do samba", que narra a vida e o legado da ialorixá referência na cultura negra do Brasil. A atração vai ao ar às 23h, na TV Brasil, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O Caminhos da Reportagem exibe na segunda (27), às 23h, a edição que investiga a vida e o legado de Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata. A produção tenta responder pontos de interrogação sobre a matriarca do samba, incluindo o mistério sobre sua verdadeira imagem.

A vida de Hilária Batista de Almeida

Baiana do Recôncavo, Ciata faz parte de um coletivo de mulheres que migrou para o Rio de Janeiro no final do século 19 e início do século 20, no movimento definido como "diáspora baiana". Na capital federal, ela se tornou referência religiosa, humanitária e cultural. Em 2026, mais de 100 anos após sua morte, essa influência ainda reverbera.

Hilária mudou-se para o Rio de Janeiro aos 22 anos, em 1876, onde viveu até sua morte, em 1924. Sua história se entrelaça à do samba e da cultura negra no Brasil.

O mistério da imagem de Tia Ciata

O programa aborda uma das principais questões: a verdadeira imagem de Hilária. A historiadora e pesquisadora Angélica Ferrarez, que se dedica ao estudo das "tias do samba", defende que o retrato feito na Bahia pelo fotógrafo alemão Rodolpho Lindemann não poderia ser de Ciata, pois a foto teria sido tirada quando ela já estava no Rio.

"A gente tem algumas imagens que fazem referência a Tia Ciata, mas infelizmente a gente ainda não tem o rosto", afirma Angélica. Já a bisneta e presidente da Casa de Tia Ciata, Gracy Mary Moreira, argumenta que a bisavó viajava frequentemente para a Bahia por ser "mãe pequena" no terreiro de João Alabá, famoso babalaô africano e fundador do primeiro terreiro de candomblé do Rio de Janeiro.

O patrimônio e o inventário

O número de descendentes e o patrimônio acumulado pela família é outra brecha desse passado. O inventário de Hilária, de posse do acervo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, menciona que quatro filhos repartiram a quantia de três contos de réis após o falecimento. "A gente sabe que era uma riqueza econômica que deu certa estabilidade para a família de Tia Ciata", diz Jéssica Costa, pesquisadora do Arquivo do Tribunal.

O quintal da Praça Onze e o nascimento do samba

A importância da casa da Praça Onze é um dos principais destaques do programa. No afamado quintal, na extinta Rua Visconde de Itaúna, Ciata possivelmente participa do nascimento da composição de Pelo Telefone, primeiro samba registrado no país, em 1916, por Donga e Mauro de Almeida.

"A casa dela era um núcleo da maior relevância da cultura do Rio de Janeiro", analisa o escritor e historiador Luiz Antônio Simas. A planta do imóvel é reconstituída pela arquiteta Luciana Mayrink, a partir de layout e fachada comuns à época.

Legado que se perpetua

A influência de Ciata e de outras tias ilustres (tia Carmem, tia Amélia e tia Perciliana) se perpetua até a atualidade. O paralelismo fica claro na visita ao Cafofo da Tia Surica, em Madureira, na zona norte do Rio. Assim como na casa de Ciata, a cantora e matriarca da Portela é conhecida pelas festas com roda de samba no quintal. "O samba não morre, nem agoniza", reflete Surica.

Sobre o Caminhos da Reportagem

No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileiras mais prestigiadas. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos. A produção disponibiliza as edições especiais no site e no YouTube da emissora pública. As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível para Android e iOS.

Perguntas Frequentes

Quando vai ao ar o Caminhos da Reportagem sobre Tia Ciata?

Na segunda-feira (27), às 23h, na TV Brasil.

Onde assistir ao programa?

Pelo canal aberto, TV por assinatura, parabólica, site tvbrasil.ebc.com.br, YouTube e aplicativo TV Brasil Play.

Quem foi Tia Ciata?

Hilária Batista de Almeida, baiana do Recôncavo que migrou para o Rio de Janeiro e se tornou referência religiosa, humanitária e cultural, conhecida como matriarca do samba.

Qual o mistério sobre a imagem de Tia Ciata?

A historiadora Angélica Ferrarez defende que o retrato feito por Rodolpho Lindemann não seria de Ciata, pois a foto teria sido tirada quando ela já estava no Rio.

O que aconteceu no quintal da casa de Tia Ciata?

No quintal, na extinta Rua Visconde de Itaúna, possivelmente nasceu a composição de Pelo Telefone, primeiro samba registrado no país, em 1916.

Quantos prêmios o Caminhos da Reportagem tem?

O programa ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos no final de 2025.

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